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AMBIENTAL

Emissão de poluentes amplia zona tropical no hemisfério Norte

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Emissão de poluentes amplia zona tropical no hemisfério Norte

Poluentes emitidos pela ação do homem no hemisfério Norte podem ser os responsáveis pela expansão da fronteira dos trópicos em direção aos polos, segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (16).

Segundo os pesquisadores, o carbono negro, proveniente da queima de combustíveis fósseis, e o ozônio troposférico, resultante da reação química da fumaça com a luz do sol, impulsionam a expansão tropical observada no hemisfério.

Observações mostraram que os trópicos têm aumentado de 0,7 graus de latitude por década com o aquecimento de gases de efeito estufa, o que também contribui para a expansão dos trópicos nos hemisférios Norte e Sul.

Para estudar sua expansão, primeiramente os pesquisadores compararam dados de emissões observadas com valores simulados a partir de modelos climáticos de 1970 a 2009.

Quando os pesquisadores incluíram as medições de carbono negro e de ozônio troposférico, a simulação sugeriu que os poluentes tinham um papel importante na expansão tropical no hemisfério Norte.

“Tanto o carbono negro quanto o ozônio troposférico esquentam os trópicos pela absorção da radiação solar. Porque eles são poluentes de curta duração, com vida útil de uma, duas semanas, suas concentrações permanecem mais próximas do hemisfério Norte de latitudes baixas e médias. [...] E é o aquecimento das latitudes médias que empurra os limites dos trópicos nos polos”, afirma o climatologista Robert Allen, autor do estudo e professor da Universidade da Califórnia em Riverside. (Fonte: Globo Natureza)

Seca afeta mais de 2,7 milhões de pessoas na Bahia

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Seca afeta mais de 2,7 milhões de pessoas na Bahia

A estiagem que atinge o estado da Bahia há mais de cinco meses levou 239 municípios a decretar situação de emergência. No total, mais de 2,7 milhões de pessoas são afetadas pela seca. Os ministérios da Integração Nacional e do Desenvolvimento Agrário encaminharam juntos R$ 111 milhões para reparar os prejuízos.

A Casa Civil da Bahia informou que o governador Jaques Wagner se reuniu com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para apresentar os projetos de infraestrutura hídrica que necessitam dos recursos federais. São 26 projetos ao todo, dos quais 19 serão executados pelo governo Baiano. O restante das obras ficará a cargo da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Estão sendo distribuídos mais de mil toneladas de arroz e duas mil toneladas de feijão (1,8 mil no armazém da região de Irecê e 200 em Ribeira do Pombal), 11 toneladas de frango foram doadas pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em 11 municípios na região de Feira de Santana e Vitória da Conquista que serão destruídos pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado (Sedes).
O Ministério do Desenvolvimento Agrário irá agilizar a liberação do Garantia-Safra 2010-2011 para os agricultores de 52 municípios e viabilizará a antecipação das indenizações da safra atual para junho. A ação dará apoio a 121 municípios podendo destinar até R$ 57 milhões para os agricultores. A previsão visa a beneficiar 78 mil produtores. (Fonte: Agência Brasil)

Governo anuncia acordo para reduzir preços de hotéis durante Rio+20

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Governo anuncia acordo para reduzir preços de hotéis durante Rio+20

O governo federal anunciou nesta quarta (16) um acordo com o setor hoteleiro do Rio de Janeiro para reduzir em pelo menos 25% as tarifas de hospedagem em junho, durante o período da conferência Rio+20, sobre desenvolvimento sustentável.

Após uma série de reuniões, que começaram na semana passada, a Casa Civil da Presidência da República divulgou nota em que afirma que o acordo deverá garantir redução de 25% a mais de 60% no custo da hospedagem.

O termo foi firmado entre a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), a agência operadora do evento, a Terramar, representantes de várias redes hoteleiras e o governo – representado pela Casa Civil e pelos ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e do Turismo.

“A decisão do governo federal de intermediar as negociações veio após o conhecimento e divulgação nacional e internacional dos altos valores cobrados e também das exigências da compra de pacotes fechados, com número mínimo de diárias”, informa a nota.

Segundo a nota, o acordo prevê o fim do comissionamento cobrado pela operadora sobre as diárias das comitivas e da obrigatoriedade de compra de pacotes com diárias mínimas entre 12 e 19 de junho e entre 12 a 23 de junho.

“A extinção da cobrança da comissão, além de um desconto adicional concedido por vários hotéis, garantirá uma redução de 25% a 35% no valor das diárias. Além disso, o fim da venda dos pacotes fechados permitirá uma economia dos custos de estadia de 30% a 40%. Somadas, as medidas podem superar 60% de desconto em relação aos valores anteriormente praticados”, informa a nota.

De acordo com a Casa Civil, as delegações que já efetuaram o pagamento das diárias receberão de volta os valores excedentes.

Segundo o governo, os hotéis concordaram em comercializar, a partir desta quinta (17), os apartamentos bloqueados e que ainda não foram vendidos.

Embratur – O presidente da Embratur, Flavio Dino, explicou que o custo total da hospedagem poderá ser reduzido em até 60% por conta da quebra dos pacotes.

Um cliente que fechou um pacote de, por exemplo, dez dias, mas que só poderá ficar cinco dias terá redução de 50% no custo da hospedagem. Isso porque, até o acordo de hoje, os hotéis só aceitavam trabalhar com pacotes fechados durante o período da conferência.

O desconto valerá para os participantes da Rio+20 que adquiriram pacotes com a operadora oficial, a Terramar, agência oficial contratada pelo Itamaraty para vender pacotes para delegações internacionais, por exemplo.

O acordo prevê também a quebra dos pacotes mínimos de sete dias. Os hotéis só aceitavam trabalhar com pacotes fechados durante o período da conferência, exigência que foi retirada a partir de agora, segundo Dino.

Com as medidas do acordo, o governo espera que os demais turistas – e não somente aqueles que negociaram com a Terramar – possam ser beneficiados pelo “efeito dominó”.

“Nós acreditamos num efeito dominó. Ou seja, por uma questão lógica, os hotéis que hoje estão concedendo descontos de 10%, 20%, alguns até mais, com segurança vão também para os demais consumidores transferir esse impacto positivo da redução das tarifas”, afirmou Dino. (Fonte: Priscilla Mendes/ G1)

Menos de um quarto dos brasileiros sabe o que é a Rio+20, diz pesquisa

Menos de um quarto dos brasileiros sabe o que é a Rio+20, diz pesquisa

Pesquisa realizada pela associação internacional União para BioComércio Ético (UEBT, na sigla em inglês), que ouviu mil brasileiros entre fevereiro e março, diz que menos de um quarto dos entrevistados (24%) sabe o que é a Rio+20 e que 60% já escutou algo a respeito.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, recebe este nome por ocorrer vinte anos depois da Rio 92 (também conhecida como Eco 92), considerada a maior conferência sobre meio ambiente já realizada, que popularizou o conceito de “desenvolvimento sustentável”. A cúpula da ONU ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Já os questionamentos fizeram parte do “Barômetro da Biodiversidade”, ferramenta criada para medir o nível de consciência do consumidor e que avalia sua percepção sobre os setores de cosmético e alimentos.

As informações são repassadas posteriormente para empresas desses setores e ajudam na preparação de planos para gestão de insumos extraídos da biodiversidade. Ao menos seis grandes grupos brasileiros utilizam os dados, de acordo com a associação.

Falta de informação – Além do Brasil, o levantamento foi feito ainda na França, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos, Peru e Índia, e mostra que para a maioria dos entrevistados a Cúpula da ONU deve passar despercebida.

Nos EUA, por exemplo, apenas 11% dos entrevistados ouviram falar do encontro do Rio de Janeiro, mas somente 2% souberam explicar seu motivo. Na Alemanha, França, Peru, Índia, Suíça e Reino Unido, entre 1% e 6% souberam definir o objetivo da conferência sobre desenvolvimento sustentável.

Para Cristiane de Morais, representante da UEBT no Brasil, apesar da falta de interesse sobre o encontro, a pesquisa mostra que as pessoas estão mais informadas sobre o consumo sustentável, um dos principais debates entre países.

Segundo o barômetro, 76% dos 8 mil entrevistados já ouviram falar sobre o tema e 80% dos consumidores afirmam que já deixaram de comprar uma marca se ela não respeitasse o meio ambiente e as práticas éticas de abastecimento.

“[Com o estudo] vemos que há um público interessado na questão da economia sustentável, sobre como as empresas agregam este tema nos seus negócios. Mas considero o mais importante é que os entrevistados se preocupam com a forma que os governos enxergam a sustentabilidade”, explica Cristiane.

De acordo com a UEBT, 75% das pessoas entrevistadas em 2012 conferem ao setor privado um papel importante no desenvolvimento sustentável, o que destaca a necessidade de um maior engajamento deste setor nas ações da Rio+20. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

Estudo: cães podem ter feito homem moderno superar Neandertal

Estudo: cães podem ter feito homem moderno superar Neandertal

Por mais de 32 mil anos, os cães têm sido fiéis companheiros do ser humano, vivendo, comendo e respirando enquanto ele passava de morador das cavernas a construtor de cidades.

Nesse tempo, o planeta perdeu nossos primos mais próximos – e, muitos argumentam, nosso maior competidor: o Neandertal, que havia ocupado o território que hoje é a Europa por 250 mil anos.

Agora, um antropólogo sugere que estes dois fatos possam estar relacionados – e foi a amizade próxima entre seres humanos e companheiros caninos que pesou a favor do homem moderno.

O pesquisador Pat Shipman afirma que as vantagens de um cão domesticado foram tão fundamentais para a evolução do homem que o fez ‘derrotar’ as espécies primatas competidoras.

Shipman analisou os resultados de escavações de ossos fossilizados de canídeos da Europa, do tempo quando humanos e Neandertais se sobrepuseram.

A pesquisa, primeiramente, estabeleceu um quadro para as relações do melhor amigo do homem. Ela constatou que humanos primitivos acrescentavam dentes caninos a joias, o que demostra como os animais eram venerados. Além disso, eles raramente eram representados nas imagens das cavernas – o que indica que os cães eram tratados com uma reverência maior do que a dispensada aos animais caçados.

As vantagens que os cães deram ao homem primitivo foram enormes – os próprios animais eram maiores do que os cachorros modernos, sendo pelo menos do tamanho de um pastor alemão.

Em razão disso, eles poderiam ser usados como animais de carga, levando carcaças de animais e suprimentos de um lugar ao outro, deixando que os humanos reservassem suas energias para a caça.

Em retorno, os animais ganhavam calor, comida e companhia, ou, como Shipman descreve, “um círculo virtuoso de cooperação”.

Os cães também podem ter tido influência em como os seres humanos se comunicam. Cachorros e humanos são os únicos animais que têm grandes “brancos nos olhos”, e que seguem o olhar de outra pessoa. Essa característica não foi encontrada em outras espécies, o que pode significar que, com a evolução da relação homem-cão, ambos teriam aprendido a usar pistas não verbais com mais frequência.

Assim, cachorros se tornaram uma das primeiras ferramentas que a humanidade começou a usar, e a relação se desenvolveu de ambos os lados, se tornando muito arraigada em nossa psique.

E, antigamente, quando qualquer vantagem era necessária para sobreviver, o Neandertal pode, simplesmente, ter sido incapaz de lidar com as novas espécies que se moviam rapidamente pela Europa. “Os cachorros não foram um incidente na nossa evolução em Homo sapiens, eles foram essenciais para ela. Eles são o que nos fizeram humanos”, garante Shipman.